Chega de ser macaco de auditório!

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fazer o bem a quem?




Bom, primeiro quero definir aqui oque o bem significa neste texto.
O BEM, não é o amado, é o bem que queremos para nós mesmos, este devemos oferecer a outros.
Agora vamos definir o seu próximo, que não é necessariamente quem está ao seu lado, mas toda e qualquer pessoa que esteja ao alcance de suas mãos, palavras e atitudes.
Fazer o bem ao próximo é muito mais que doar dinheiro para aquele orfanato todo mês...na transferência automática ou no DOC feito pela secretária (é válido, mas não é só isso).
Fazer o bem ao outro que está ao alcance das suas mãos, aquela senhorinha que está com dificuldade de atravessar a rua, ou aquele camarada que tem um carro gigante e caro e não consegue manobrar se você não fizer o favor de parar o trânsito para que ele possa ocupar toda a faixa.
Fazer o bem sem olhar A QUEM. (é, evitar essas revistas também é um grande bem que você faz a si proprio).
O bem não é uma divindade pré-destinada só aos miseráveis, o bem é uma ordem mundial de coexistência.
O bem é algo que quando feito é imediatamente retribuido na satisfação de ter proporcionado a outrem um alívio e bem estar que você quereria para si.
Eu ando nas ruas prestando atenção nas pessoas e nas suas necessidades e é um exercício delicioso se antecipar a algo que você sabe aquela pessoa irá precisar.
Nesta filosofia que tenho adotado para meu dia-a-dia seja no trânsito, no mercado, na escola, na padaria é interessante o agir sem ser solitcitado, porém hoje me aconteceu algo muito interessante.
Estava eu retornando da condução das crianças à escola e num determinado sinal de trânsito um grupo sempre está a vender uns cartões de natal e como passo alí todos os dias ele já nem me oferecem mais.
Hoje enquanto esperava o sinal abrir um dos vendedores , um rapaz de uns 20 anos, chegou a minha janela com uma peruca preta com a cara mal pintada de um palhaço tosco de barba e bigode (pintados) e fez: BUUUUUUUUUUUUUUU!
Se fosse no Rio de Janeiro (minha cidade natal), provavelmente eu teria dado um grito daqueles, mas eu olhei pra ele com uma cara de tranquilidade e disse : BU!
Ele deu um sorriso enquanto tomava uma bronca da outra vendedora por ter feito aquillo :/
Ok, o dia passou, fim de tarde, retorno da escola, mesmo sinal, mesmo cenário.
O menino passa perto da janela do meu carro e eu digo: BUUUUUUUUUUUUUU!
Ele sorri, chega na janela do carro e diz: Você não teria um remédio para dor de cabeça não né?
eu respondo: Não, vou ficar te devendo essa!
E ele ainda sorrindo agradece.
Quando estou partindo com o carro eu penso: puxa vida, como eu não tenho uma porcaria de remédio no carro? eu tenho tanto em casa :(
No caminho tem uma Drogaria e é bem no retorno que dá no caminho aonde o menino está.
Dei meia volta, comprei o remédio e uma garrafa de água e já estava feliz ao saber que isso tinha destino certo.
Fiz o retorno, parei atrás dele, businei, ele veio, eu dei a sacola a ele e disse:
Põe na conta do JESUS. :))))))))))))))
Eu ví que ele se retirou correndo para tomar o remédio, mas depois eu perdi o visual, mas espero que ele tenha se sentido mais humano, mais querido, mais gente...por apenas SER.
O bem é algo muito vago...faça tudo aquilo que alguém precisar que você faça para aliviar- lhes uma dor, um peso, uma dificuldade.
Eu não costumo me vangloriar de meus feitos ou contar vantagem, mas aprendí com Rousseau (é O Jean Jacques) que por vezes testemunhar de sua benevolência leva outros a agirem de mesma forma.
Estou engajada na humanidade e na coletividade, estou muito afim destes movimentos SLOW CITY, SLOW FOOD e etc... que tem surgido, por essas e outras que estarei dando fim ao uso do carro num experimento extraordinário de economia doméstica e sustentabilidade, "Na cidade sem meu carro".
Quero experimentar a vida fazendo o bem !

Um comentário:

Vida Vegana disse...

Gostei. No direito animal, o outro inclui os outros animais e não apenas humanos. óbvio demais, mas também forte demais para muitos.
Grande abraço.