Chega de ser macaco de auditório!

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terça-feira, 12 de julho de 2011

En la cama una película de Matías Bize - (Repostagem)

Estou fazendo uma repostagem sobre este filme, pois ele sempre chama a atenção das pessoas no Blog e é realmente um filme lindíssimo, com plágios horrendos rolando por aí, mas não se engane o verdadeiro "En la cama" é uma obra-prima de Matias Bize...um filme delicadamente angustiante, mas ao mesmo tempo apaixonante! vale sempre a pena ver de novo...repostando!

 
Na Cama




onde amas, onde sonhas, onde enganas


Ficha Técnica
Título Original: En la Cama
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento (Chile / Alemanha): 2005
Site Oficial: www.enlacama.cl
Estúdio: Ceneca Producciones
Distribuição: Filmes do Estação
Direção: Matías Bize
Roteiro: Julio Rojas
Produção: Adrián Solar
Música: Diego Fontecilla
Fotografia: Christián Castro e Gabriel Díaz
Figurino: Constanza Lopehandía Meza e Mercedes Marambio
Edição: Paula Talloni
Elenco: Blanca Lewin (Daniela) e Gonzalo Valenzuela (Bruno)


Resenha por Alexandre carvalho dos santos:

Dois desconhecidos em uma situação que exige toda a intimidade. Este é o ponto de partida para o desdobramento da conversa cheia de hiatos entre Bruno e Daniela, que saíram de um primeiro contato numa festa diretamente para o motel, onde transam e hesitam sobre revelações e o que esperar um do outro. Será a primeira de muitas madrugadas de sexo e empatia? Será um instantâneo de que mal se lembrarão?
A situação tem negativas e ofertas. Afinal, é possível dizer tudo e nada a quem está só de passagem. Mentiras deliciosas e verdades violentas. É cedido até o direito de uma autenticidade imprópria para o convívio.
Quais as sólidas perspectivas escondidas num primeiro encontro? É o que se pergunta o casal de amantes, prisioneiro à vontade no cenário único de um quarto de motel. As semelhanças com os dois filmes de Richard Linklater (Antes do Pôr-do-Sol e Antes do Amanhecer) vão além da estrutura de filme de diálogo à Rohmer, pois, assim como os belos longas que suspiram sobre vontades que não se realizam entre um americano e uma francesa, Na Cama fala de possibilidades no amor que podem se cumprir ou não. Entretanto, se Linklater opta pela poesia de uma experiência inesquecível e de repetição improvável, para permanecer imaculada, o diretor chileno Matías Bize dá espaço também para a investigação do que pode dar de errado nesse encontro único, e para um outro pensamento: o do quanto se abrir a um estranho pode desmascarar, a nós mesmos, o que há de amargo em vidas tão avessas à reflexão.
Na Cama toca em aspectos desagradáveis protegido pela leveza de sua condução e o bom trabalho da atriz Blanca Lewin. O filme não é pesado nem repetitivo, lidando bem com a armadilha do cenário que não muda, nem é superficial. A insistência da câmera nos corpos dos atores aponta o que existe de transparente nesse jogo de sombras, que é o sexo e sua própria linguagem, fonte de uma comunicação não-verbal e clara, com toda a sua sordidez. Só não mexe com a cabeça de quem nunca ponderou sobre o próximo passo no amor, sobre fidelidade, continuidade, independência, impulso e sobre o potencial para a felicidade contido em cada relação.

Um comentário:

Andre disse...

Não vi o filme, mas, como diz o subtexto do blog sobre inspiração, "se não achar, olhe denovo", gostaria de ter visto.

Realmente pela descrição parece ser um tema intenso. É angustiante porque, como diz o comentário são "dois desconhecidos em uma situação que exige toda a intimidade". Sexo, por mais banal que seja, é uma situação de extrema intimidade, entrega e desvelo. Construir uma relação apartir de sexo (ocasional - talvez neste caso) deve ser tão difícil quanto construir um prédio de três andares debaixo do seu tapete, sem sair dele. Quando todo um relacionamento continuamente construido poderia levar a tamamnho ato íntimo (e construir concretude e paz), o casal talvez pense construir concreto relacionamento apartir do ato íntimo.

Deve ser angustiante.
Bjs, madrecida.